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Gripe avança antes do inverno e número de casos quase dobra no Brasil em 2026; médico infectologista recomenda prevenção

 Eric Ribeiro     10/04/2026

A temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com mais intensidade em 2026, acendendo o alerta para a circulação do vírus em todo o país. Dados recentes mostram crescimento expressivo dos casos, antes mesmo da chegada do inverno, período tradicionalmente associado ao aumento das doenças respiratórias. Segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde, com base em informações de diversos laboratórios, os casos de síndrome respiratória aguda grave causados pelo vírus da influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março, na comparação com o mesmo período de 2025. Em 2026, foram registrados 3.584 casos, contra 1.838 no ano anterior.

No mesmo intervalo, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no país, de acordo com o Ministério da Saúde. Ainda segundo a pasta, o Brasil contabilizou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave até meados de março. Especialistas apontam que fatores climáticos também contribuíram para esse cenário. Em 2026, o prolongamento dos períodos de chuva e as variações de temperatura favoreceram a disseminação de vírus respiratórios, principalmente em ambientes fechados e com pouca ventilação, onde a transmissão ocorre com maior facilidade. De acordo com infectologista e coordenador da CCIH/Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Padre Albino, Dr. Arlindo Schiesari Junior, é fundamental redobrar os cuidados neste período. “As pessoas não devem relaxar nas medidas de prevenção. Higienizar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e evitar aglomerações continuam sendo atitudes essenciais para reduzir o risco de contágio”, destaca.

Para conter o avanço da gripe, a principal estratégia segue sendo a vacinação. A campanha nacional está em andamento e segue até o dia 30 de maio, com meta de imunizar 90% dos grupos prioritários. Até o momento, cerca de 6 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país. Podem se vacinar gratuitamente nos postos de saúde crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades — grupos mais vulneráveis a complicações da doença.

Foto: Divulgação FPA/IA


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